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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O som do vento

Mariana saiu correndo na chuva. Era a hora perfeita, momento clichê para sair de vista. Já não suportava mais a falta de sensibilidade de seu amante. Estava desolada e seu choro ácido se equilibrava com as gotas alcalinas da tempestade. Suas roupas molhadas já não apresentavam mais o perfume de Pedro. Ela sabia que seria a última vez que se enxarcava por ele. Por fim se sentou em um lugar abrigado da chuva. Avistou um rapaz sozinho com o seu violão que entoava uma canção desconhecida:


(Independente de tudo

De ter jogado a chave fora

De ter esquecido o número do meu prédio e telefone

Das palavras mal ditas e dos bilhetes nunca escritos

Por falar nisso só houveram frases feitas

Independente disso

Das canções que se casavam em dueto

Das drogas e preces de domingo

Da cumplicidade, desde a troca de parceiros

Dos interesses ilusórios pelo meu corpo

Do nó nas correntes e laços desfeitos

Eu estou feliz

Tenho a chave reserva do meu coração

Pois o dia também nasceu pra mim

E o sol há de secar minhas lágrimas

Vento de mágoas

Voe para longe )


O Vento secava o seu vestido enquanto ela sorria em agradecimento ao cancioneiro.

Desde então Mariana atravessara um novo muro de concreto. E passou a admirar as maiores tempestades.

Assim foi até o fim de seus dias.

sábado, 14 de novembro de 2009

Believe achieve

(...) E meu silêncio é canto doentio
E seu amor é um tanto vazio
Tão vazio que nunca existiu

Athila G.

Então gente, vasculhando meus e-mail’s salvos por mim mesmo (rs) eu encontrei esse poema dentre tantos outros não publicados aqui. O engraçado é que eles se apresentam no mesmo estilo: Um amor altamente doentio e platônico.


A pergunta é: Porque insistimos em sofrer por pessoas que não nos dão valor?


Pois foi o que aconteceu comigo. Passei um tempo me iludindo e vivendo no mundo do faz de conta esperando o “príncipe no cavalo branco” se tocar da minha existência. E o que isso tudo me rendeu? Autoconhecimento.


Todos nós conseguimos nos renovar e isso tudo é a chave para construir novas estradas e reciclar os nossos conceitos. Temos que nos amar, nos valorizar, cada um de nós possui uma beleza única e sempre há alguém de olho na gente [8D].


Bom, eu estou aproveitando o calor infernal pra cuidar do meu corpo. Malhar além de aumentar a nossa auto-estima é saudável. Vamos correr, nadar, praticar esportes, 1,2,3 MOVE ON! HAHAHAHA
Iniciando o projeto Verão 2009-10 :

“sou um menino do tráfico” kkkkk

Chega de amores vazios e sem esperança vamos nos valorizar, nossos sentimentos não possuem preço e muito menos nosso coração.


POR ENQUANTO NESTA VIDA
HOJE CANTO CHEIO DE ESPERANÇA
SOLTO O MEU AGUDO MAIS DESAFINADO
EU QUERO MAIS É QUE VENHA A PROXIMA CANÇÃO

Bjus e “Olha o protetor solar Gente!”

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Teia



Pra te ganhar

Passei a noite acordado

Criando a estratégia perfeita

Aparando todas as arestas

Pra não se machucar

E fechando os becos

Impedida de escapar

Eu quero você por inteira

Em cela confortável

Em minha sala

Minha teia

Meu quarto

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Texto do dia 9 de novembro de 2009

Vestiu a melhor roupa e ainda foi orientado pela mãe a passar o perfume. Saiu de casa rápido, sequer se importou com as gotas de chuva. Afinal de contas, estava quente demais e o frescor na rua era a desculpa perfeita pro esquecimento do guarda-chuva.

Pegou a condução e descansou por alguns minutos. O livro que carregava em sua bolsa, exatamente 2609 páginas intitulado "Técnicas na Indústria Farmacêutica" já não pesava mais os 5 Kg de antes , mas certamente era o filho pródigo que seria abandonado hoje.

Viajou durante duas horas ouvindo músicas internacionais com o fone alto. A mudança das estações do ano fazia com que ocorresse mudanças de estilos musicais. Por exemplo, ele já havia deletado da memória do celular "Adriana Calcanhoto- Do Fundo Do meu Coração" para dar lugar ao arquivo "Shakira -She Wolf". Dormiu ouvindo repetidas batidas de "pop" e só veio a despertar em sua faculdade.

Foi a biblioteca, furou fila, pediu desculpas, devolveu o livro, menos 5 Kg de sabedoria.

Lavou a cara e aproveitou para se olhar no espelho antes do início das aulas.Enquanto o professor gago explicava técnicas de fabricação de glicose - assunto já visto em matérias anteriores- ele escrevia esse texto.

Fora interrompido :
_Você me empresta o seu caderno? Preciso copiar a matéria de sexta feira.
_ Sim, só um minuto. (rrrrrrrrrrssssssssssssghhhhhhhhhh!)
_ Precisava rasgar tua folha não , eu não vou ler os seus segredos.
_ Não é segredo, pode ficar com o caderno, mais tarde eu pego com você.


Atravessou os corredores cheio de pessoas e chegou até a sala de informática.
Esperou pela sua vez na utilização do computador. Colocou o texto por baixo do teclado e começou a digita-ló em seu e-mail.
Engraçado como ele salva tudo em seu e-mail. Cada poema, cada texto por menor que seja o assunto tudo é arquivado.Gostar de consultar o passado era mania, assim como roer as unhas e urinar na pia de casa ( a pia pede pra ser mijada).

_Mas quem está falando comigo?
_( você mesmo)
_Estranho.
_ (O que é estranho?)
_ Ah esquece, não estou a fim de um monólogo hoje.

sábado, 7 de novembro de 2009

Investigador Passional


Hoje eu compareci a um curso de "Química Forense" aqui na minha faculdade.
O assunto é muito interessante, ser perito e trabalhar na cena de um crime, identificar suspeitos, coisas de "CSI MIAME" hehehe...

Não me faltou inspiração para criar uns versos ... lá vai:


Investigador Passional

Vestido para o crime e sem compaixão
perito forjado e sem conclusão
é assim que o vejo
aquele que se detém do mistério
mente a todos os pedidos
e arquiva cada gota de desejo

Mas meu senso "Poirot" fala mais alto
Luminol em seu corpo
a procura de secreções,
os vestígios de todas as noites
que comigo esteve escondido

A digital do seus lábios
em minha boca presente
e seus beijos de agrado
me valem de arma do crime
fujas e serás julgado
você pode sair livre
você pode ser condenado


Mas, criminosos não sabem se esconder por muito tempo e sempre deixam alguns rastros. Um dia vou encontrá-los e te prender por crime hediondo. Por causar sofrimento a um homem inocente. Um dia estarás preso a mim assim como eu estive preso a você. Já estou juntando as pistas. Não adianta correr.