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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Trinca


Comigo não se brinca
Antes de arremessar o dado
(Não importa)
Com um sorriso largo
Esconda a sua trinca
E inclua do seu lado
(A minha derrota)
Apele mas não minta
O leve amargo
(É vitória)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

No Fio da Fé


A entidade retrucou
Que você seria meu
A cigana disse
Que não sabia de nada
O soberano por ora
Nenhum sinal mandou
“E é da sua idade” confirma a entidade
“A sua mão não me engana” informa a cigana
“Confia no Senhor de todo o teu coração” Provérbios 3 5-6

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Banho de mar

Assistia pela décima vez o filme que lhe dava força. Tomava coragem pra sair de casa e enfrentar a fúria dos passarinhos de rua. Sabia que não ia levar nenhuma bicada, mas aquele grito protetor o deixava muitas vezes impedido de sair.“Enfim saí dessa gaiola”, disse em pensamento.

Percorria a orla de bicicleta admirando o mar. Não estava mais revolto como ele tinha visto pela última vez há meses atrás. Por fim, sentado sobre a areia fina .O Sol queimava sua pele que não ardia por ajuda de uma leve brisa. Não via rostos familiares, nem queria. Deixava muitos deles num universo que ele tinha esquecido.

Não era o único a adotar aquela prática. Senhoras e seus cães, casais, ambulantes, crianças, bolas, picolés e tantos outros itens. Um quadro de tranqüilidade que o atormentava.
Percebia o quanto era tóxico. Cheirava mal por estar trancado. E desafiava a sua realidade ao tirar a blusa para entrar no mar. Não se importava se era salgado demais ou se o frio ia se abater quando saísse dali. “Quero lavar essa alma” disse.

Voltava pra casa aliviado e livre das idéias de podar aquela árvore. Enquanto abria o portão procurava os pássaros. “Devem estar alimentando seus filhotes” pensou.

domingo, 2 de agosto de 2009

Catalepsia


Nada demais acontece
Já não resolve uma prece
Pois sou aquele discrente
Sou o escuro que sente
Sou o notável que entrega
Sou o momento que passa
Sou o olhar que se nega
Em enxergar o meu passo
E na estrada da vida
Curvas mil correria
Só pra não ser enterrado
Viver em selo enlatado
E morrer em catalepsia

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Dia de cão

Hoje foi um dia bastante interessante no que se diz respeito a mudanças . Um dia digno de final de temporada . Falando em temporada, vi dois episódios da segunda temporada de “six feet under” (A sete Palmos) algo que me emocionou bastante, me surpreende cada dia essa série que já está começando a se tornar a minha preferida!
Amigos que vão ,que vem, que vêem e também aqueles que nunca voltaram pairaram sobre minha cabeça. Relacionamentos mudam (créditos para Danni Carlos rebatendo a pergunta se continuaria amiga do Dado Dolabella “amizade se cultiva, se não for cultivada morre”) em qualquer lugar, site, fila de banco e tantos outros point’s podemos começar ou terminar uma amizade.
To precisando fazer algo mais além do cursinho de “webdsigner”, então resolvi voltar a academia. Malhei toda a série e me senti “forti”. precisando de um empurrão e de um óculos novo que daqui a 5-6 dias vai chegar.
Bom, como disse acima, hoje foi um dia típico pra finalizar temporada. Estava eu, na volta da academia prá casa de bicicleta, quando passei por aquela mesma rua onde os cachorros dominam a área. O freio da minha bicicleta, que mais parece um zumbido de latão, acabou despertando a fúria dos donos da rua. Fui então atacado por mais ou menos 5 cachorros que corriam em direção a mim. Não consegui me livrar de uma bela mordida no pé rs.
Já tomei a primeira dose da anti-rábica (são 5, pois não detectei o monstrinho q fez isso comigo).


Enfim, dia de cão.