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sábado, 18 de julho de 2009

Poeminha de amor


Você é a razão cega do meu plano
Na voz que sai quando declamo
Você é o nome que eu chamo
Pra cura tola do meu pranto
É o motivo do meu manto
Em sinal de desengano
Você é simplesmente
A parte que me falta
A dose que me resta
É o vento que toca
E o corpo detecta
É minha brasa
Base e néctar

terça-feira, 14 de julho de 2009

Corpo Fraco

Quando passo o dia assim
Lembro de como fui ingrato
Como achei seu ponto fraco
Como deixei seu corpo fraco
Na hora em que parti
Não me culpe por maldade
Nem me siga por saudade
Das mentiras que escrevi
E se entregue nessa tarde
Se rebele, faça alarde
Pois não sou nem a metade
Que mereço ser de ti

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Meio-certo

Onde está a nova arte
O outro ritmo
O grande gênio
A contraverdade

O que é o meio-certo
Será falsidade
Possibilidade
Ou incorreto

Como uso esse apito
Se me deparo
Com as regras que implico
Nas mentiras que aplico

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Gravidade



Pairam sobre mim
Tantos desajustados
Que por hora e por vez
Sinto-me endividado
Por coisas que não fiz
Por karmas do passado
E na gravidade da lei
Newton estava errado
Esse dogma que diz :
É oposto que atraio
Não há lógica no giz
Pois em senso sou contrário

terça-feira, 7 de julho de 2009

O Espião

Ele vive entre portas
e ronda a minha casa
me sinto constrangido
ele se julga um de nós
mas na verdade é um bandido

já me alertaram do perigo
ele usa minhas roupas
e me veste como amigo
e eu não sei o que digo
ele mora com outras

ele já foi do exército
ele pisa em ovos
ele não deixa rastros
ele mente nos olhos
é o perfeito disfarce

e só deixa tristeza
mulheres aprisionadas
filhos pirados
ele só vem pra comer sobremesa
e beliscar o jantar gelado